quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dias

Nestes dias evito conflito.
Penso mais, faço menos.
Deixo-me levar pela tristeza e falta de vontade.
Tento não deixar marcas, tento não deixar frases.
Fico lembrando e remoendo passado.
Tentando encontrar o ponto exato que perdi o controle.
Que me vi sentado encarando um copo pela metade para conseguir me sentir bem.
Hoje, só por hoje queria deixar isso tudo para trás.
Posso voltar nessa crise amanhã, mas hoje, só por hoje, queria levantar.
Vou me afastando, este ainda é meu refúgio.
Não quero ouvir estórias velhas, manias alheias.
Ainda tento me convencer que tudo é fase, que isto vai passar.
Que meu inferno acabe em quaisquer dias destes.
Dias que passam sem a menor pretensão.
Tento me convencer que se foram 10 anos perdidos.
Que antes disso, tudo bem. Eu apenas sonhava.
Não vivia o conflito do dia-a-dia. Que apesar de tudo, eu apenas sonhava.
Hoje é mais um dia, menos um dia... Isso tanto faz.
Novamente, não irei forçar diálogos, expor opiniões.
Manter o passo devagar, eu sei que vou chegar onde não quero estar.
Que o dia acabe logo, que o mês acabe...
Que enfim, esta história acabe...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Junho

Enfim, metade do ano.
Nas redes sociais pessoas dão boas vindas a este mês.
Não entendo o pq deste sentimento.
Vim para o trabalho, decidi de não apertar o passo.
Cheguei atrasado, mais uma vez, estou onde não quero estar.
Deixei de pensar, de tentar me manter de pé.
Dias cinzas, com gosto amargo e sem cura.
Sem sair do lugar. Olhar pela janela.
Vozes chatas que me dão preguiça. Talvez eu esteja totalmente errado.
Talvez devesse seguir o mesmo caminho. Abandonar as velhas opiniões.
Entregar-me como todos. Afinal, não tenho mais forças.
Irei acabar sem histórias, sem lembranças.
Passando os dias, reaprendendo a começar de novo.
Desta forma não irei levantar meus braços aos céus, não irei agradecer.
Não irei agradecer pela solidão, pela covardia, pelas vontades não vividas.
Espero que o mês acabe logo, que acabe o ano.
Que enfim, termine a história.
Que eu aguente os dias, o olhar em distância, a falta de fé, a covardia.
E todas as vontades que passaram em branco neste mês.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uma semana para completar 25

Quem sabe eu não esteja aqui por muito tempo.
Minha vontade na verdade era de ter partido há duas décadas.
Não consegui acompanhar as histórias que não fazem parte de mim.
Na verdade não me importo muito, fiz disto o meu principal pensamento.
Perdi as contas de quantas vezes as pessoas disseram que sou ruim.
Que sou daquele tipo ruim de lidar.
Mas depois de tantas quedas, resolvi sempre deixar pra lá.
Nunca fiz questão de maioria, fiz questão de amizade.
Não suporto quando me cobram, pois esta mesma pessoa ri de meus braços abertos.
Sempre declarei aos quatros cantos sobre minha deficiência de esperança.
Não acredito mais em paz ou conforto. Sempre existirá uma falta.
Acabo esquecendo-se de textos, músicas e histórias que passei...
Tantas coisas que se fizeram importantes.
O tempo acompanha de uma forma tão rápida
E são tantas coisas que a memória acaba não sendo tão eficaz.
Sempre levei as coisas sérias de mais, outro grande defeito.
Porque sempre que vivi no descaso, pessoas saíram descontentes.
Não entendo a maioria das coisas e isso não me faz menor.
Não preciso desfilar sabedoria e opiniões se elas não valem a pena ser ouvidas.
A minha raiva é pessoal, não é endereçada a nenhum coração.
Tudo na verdade é bem pessoal, afinal me esqueço de pessoas, de épocas.
Meus passos são meus e de mais ninguém.
Tenho medo de acabar num esquecimento, de não ter feito nada.
Tinha tanta sede de viver que sempre acabei fazendo metade do que quis.
Sempre me privei pelo bem estar alheio e sempre acabei me arrependendo.
Porque sempre ouvi sobre ajuda, mas na prática só confusões e descaso.
Tenho medo, muito medo, tenho pouco sono.
Tenho medo de acordar e ainda esta aqui.
Em meio à cidade apressada, gosto de fumaça e distância.
Acabo aqui, com olhar triste, vontade de desistir e com braços abertos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Medo de ainda estar por aqui

Foi tolice, eu sei.
Sou acostumado a fazer. A sempre me repetir.
E pra tentar consertar, passei em cima do que quero.
Fiz promessas de não esquecer.
Prometi que estou bem e que meu desejo sempre foi pouco.
Meu sorriso não traz, não faz acreditar.
E que de tantas histórias eu já não quero mais.
A semana passa, as pessoas vão.
Outro dia, outra hora, outra falta.
O relógio não para e sei que ninguém vai ligar.
A distância sempre se torna eficaz.
Me rendo ao tanto faz.
Entrego as forças e fecho os olhos.
Sigo para onde não quero estar.
Quero estar bem, quero voltar.
Tarde demais para mudar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Dezembro

Entre quedas e lições.
Eis aquele que levanta em mais um dia.
Abro a porta e respiro a poeira. Admiro a cidade totalmente cinza.
Lembro-me de tudo que perdi, de tudo aquilo que deixar escapar.
Passo o dia em meio de opiniões e ética.
Toda a besteira que enche a boca alheia.
Sinto-me mau por guardar tanto rancor.
Por acabar com o olhar triste quando lembro que não sou capaz.
Aprendi a não buscar, não aceitar.
Aceito defeitos, palavras duras.
Não aguento mais adeus ou solidão.
Todo dia acabo no mesmo exercício. No mesmo tabuleiro.
Ah, meu ar cansado. Que deprimi.
Sem forças nos braços, andar sem caminho.
Sinto falta, muita falta.
Meu discurso se tornou falho, não quero expor o que penso.
Não quero ser motivo para sua raiva, para o seu “foda-se”.
Não penso em esperança, sou covarde para mudança.
Contento-me com o pouco, com o pouco que me diz.
Não importa o sonho, não importa a vontade.
Meu medo sempre foi acabar sozinho.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Esboço


Não existe nada...
Não existe força...
Não existe vontade...
Não existe confiança...
Não a nada de novo...
Nada do que eu penso ou acredito...

Nunca foi fácil...
Na verdade eu nunca tentei...
Não acreditei...

Não abrir os braços novamente...
Não olhar pelas janelas...
Não ficar mais ancorado em suas praias...
Não existe mais certeza...
Não quero mais nada...
Não mais respirar seu descasso...
Não retratar minhas falhas...

Nunca foi fácil...
Na verdade eu nunca tentei...
Não acreditei...

Não caminhar pelas mesmas ruas...
Não falar nada quando o vazio bater...
Não tentar explicar...
Não tentar levar tudo nas costas...
Não te esperar...
Não cobrar...
Não desejar...

Nunca foi fácil...
Na verdade eu nunca tentei...
Não acreditei...

O que mantenho...
Tudo que tento segurar pelas mãos...
Tudo isto está errado...
Tudo que vejo, sinto ou confio...
Aquilo tudo esta perdido...

domingo, 2 de setembro de 2012

Caindo lentamente


Aqui não existe vitória...
A história nunca acaba...
Outro capitulo sempre se inicia...
A tv sempre desligada...
Angustia que toma conta...
O mesmo sofá....
Sempre as mesmas músicas...
Palavras repetidas, erros renovados...
A cobrança que me deixa pra baixo...
Sem forças para discutir...
Tudo bem, tanto faz...

Não existe lugar...
Tento manter o tom de voz...
Manter o tom de esperança...
Ainda consigo...

Caindo lentamente...
Foi isso que criei....
Foi isso que escutei...
Olhar em distância...
Não quero usar as palavras...
Elas sempre me escapam...

Me guie para longe de casa...
Ainda temos tempo...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sem herói algum

Era difícil olhar para o lado e não te ver lá...
Todos aqueles sorrisos, mãos apertadas...
Sempre que caía não havia ninguém...
Nem sei quantas vezes me perdi sem ter um caminho...
Tinha que ter coragem todos os dias que voltava pra casa...
Olhar firme para enfrentar quem eu não conhecia...
Enfrentar alguém que não pertencia...

Venci o medo...
Consegui olhar por cima...
Fiz-me forte o bastante para não te procurar...
Segui com sua distância...
E não há nada que me faça mudar...

Sempre havia aquelas canções...
Aqueles parques cheios...
E minha casa sempre destruída...
Sempre limpava meu armário...
Para quem sabe limpar todo o passado...
Imaginava como seriam as conversas...
De como tudo poderia valer a pena

Venci o medo...
Consegui olhar por cima...
Fiz-me forte o bastante para não te procurar...
Segui com sua distância...
E não há nada que me faça mudar...

Hoje não sou o melhor...
A falha sempre existirá...
Sempre levanto pra lutar...
Olhar firme... Não precisar de nada...
Sou maior que seu descaso, maior do que pode imaginar...

sábado, 12 de maio de 2012

Te fazer ficar

Eu prometi que era o último texto.
O último copo que segurava entra os dedos.
O último ensaio frente ao espelho.
A última esperança, que contagiava o peito.

Percebi que não à onde correr.
As mesmas estradas acabam no mesmo destino.
O pensamento positivo se torna patético.
A mudança não é tão grande.
Sempre irei lembrar. Olhar para o mesmo lugar.
Desviar olhares sobre a mesa.

Não sei pq esteve ou pq não quer mais estar.
Acho que sufoco. Eu sei que não preciso te agradar.
Sempre fui o mesmo e não importasse o que acontecesse.
O meu máximo parece ser tão pouco.

Teu sorisso me encanta.
Me desmonta de uma forma.
Larguei todas as palavras.
Todas as forças para estar aqui.
E nem sei se quero mais te encarar de frente.
Você é destraida eu sou daqueles antigos.
Que gosta de sorrir e abraçar.
Daqueles que não tem regras, sou apenas aquilo que vivo.
O que passei me sufoca, me traz medo.
Sou afobado, sempre faço o errado.
Tentando sempre resolver. Aquilo que sempre me envolve.

Você não estará mais por aqui.
Queria matar todos os quilometros.
Essa falta que me incomoda. Teu silêncio que me joga pra baixo.
Vivo olhando o telefone, quem sabe você se importe.
Com aquele que não consegue te fazer ficar. Com aquele que só deseja teu sorisso.

Canso rápido, não consigo mais ouvir seu "tchau"
Te queria todo dia, toda noite, independe se é quente ou fria.
Não mediria esforços, não mediria determinição.
Pois você é tudo que sonho, tudo que me completa.

As vezes me sinto ridiculo em um clichê.
E não queria ser assim.
Não sou o melhor, não sou aquele que você procura.
Mas vou me arrepender pro resto da vida.
Se não te pedir pra ficar. Pra ficar aqui comigo.

Eu só queria ficar aqui com você...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Entre eu, você, o mundo e minha casa vazia.

Estar longe para não te chatear.
Preciso andar despreocupado novamente.
Não me importar com a falha. Não me importar com o tom de voz.
Ainda me perco tanto em meus passos.
Que nem sei o que vivi. O que passei.
Carrego tantas frustrações.
E ao abrir a porta não encontro abraço ou sorriso verdadeiro.
Estou tão cansado que só penso em desistir.
Queria te dizer, te explicar ou demonstrar...
Mas sei que não vale mais a pena.
Pois sua ausência desmonta tudo que penso.
Todos os sonhos, todas as frases que escrevo.
Todas as promessas que faço frente ao espelho.
Quero deixar pra lá. Não quero mais lembrar.
Que você está em algum lugar no meio do mundo.
E eu aqui nesta casa vazia.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Por mim mesmo

Por mim eu ficaria na chuva...
Ficaria no frio, no vazio...
Assim me sinto seguro...
Me sinto perdido...
Como aquele refrão sincero...
Me perdi em meus passos...
Não consigo te encarar...
O medo parece patético...
Mas é isso que me acompanha...

Eu nem sei se quero lembrar...
Deixo os dias passar...
Me pego ouvindo as mesmas músicas...
Aquelas que marcaram sua presença...

Mudei tudo de lugar...
Joguei quase tudo fora...
E não consigo conviver com as poucas lembranças...
Talvez preciso deixar os costumes...
Mudar de casa...
Começar denovo...
Me livrar do coração partido...
E quem sabe deixar tudo pra lá...

Ainda sou o mesmo...
Escuto os mesmos discos...
Canto as mesmas músicas...
Os mesmos erros...
Os mesmos sonhos...
E ainda tenho o mesmo medo de vc nunca mais voltar...


Às vezes sinto que devo tentar, que devo tentar superar e que mesmo não haja vitória, eu deveria lutar... Mas logo sinto o vazio, sinto que é tudo impossível... Não me vejo mais de pé, não me vejo mais dependente... Não me vejo com um sorriso qualquer... Ainda não me desprendi de velhos costumes... Sinto-me mau, pra baixo, sem querer falar ou expressar... E não que não faça mais sentido, só quero deixar pra lá... Estou tentando fazer um acordo com o tempo, não quero correr e não quero ser procurado. Ainda escuto os mesmo discos, me pego cantando as mesmas músicas... E nem sei se quero mesmo lembrar... Vou cultivando o silêncio, aprendendo a ser assim... E nem sei mais o que desejo, o que anseio... Só quero apenas alguns remédios para a solidão...

Eu, eu mesmo... Talvez aquele que não consiga te fazer sorrir...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Repetição

Queria te pedir para ficar, pedir para que se importasse.
Às vezes me perco nessa distância... Fico mudo, sem esperanças...
Me faz cair... Me faz entender que tinha que ser assim...
Ainda não aprendi a lidar com o tempo...
Essa falta, essa procura...
Meus pés estão quebrados de tanto seguir...
Eu perdi todas as apostas que fiz para mim mesmo...
Me pego a cada manhã tentando me manter...
Tentando fazer algo que não me corresponde...
Me canso rápido... Ainda só penso em desistir...
O que escrevo soa repetitivo...
Sempre quero correr, quero fugir...
Quero me esconder... Esconder o que tenho de melhor...
Quero estar distante... Distante de tudo que eu puder estar...
Mas sempre acabo aqui com você...
Eu iria escrever uma carta de adeus à dor, adeus à vergonha...
Mas não encontrei razão para fazer isto...
Estou à deriva...
Rodeado com meus pensamentos...
Queria te pedir para ficar...
Mas não consigo nem pegar em suas mãos...
Seu olhar distante, frases curtas...
Isso é o que levo melhor de você... É o que você sempre me deu...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Desolado

Não importa como começou...
Você não sabe o desejo que tenho de chegar ao fim...
Não quero que o tempo me de razão...
Aprendi a ser sozinho... Aprendendo a ficar no silencio...
Gosto da música alta...
Da cidade cinza e vazia...
Não quero andar pelos mesmos caminhos...
Queria me perder...
Não acho mais sentido algum...
Sou deficiente de esperança...
Às vezes me pergunto o porquê do andar apressado...
Se não existe nenhum lugar que eu queira ficar...
Ainda não entendo o porquê que perco o ar...
Que ainda me perco em seus passos...

Leve meus olhos...
Tudo que já vi...
Eu não quero ser o mesmo...
Quero superar minhas deficiências...
Leve meus olhos...
Tudo que já vi...
Não consigo achar mudança...
Devolva-me algum tipo de esperança...

Tento sempre não me importar...
Nada vale grande dedicação...
Não quero ouvir, nem falar...
Não quero conviver com o seu descaso...
Com sua mania de não se importar...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Quase 24

Sim, não gosto de olhar para os lados...
Evito possibilidades...
Gosto dos que ficam...
Não procuro risos... e nem abrigos...
Ando despreocupado... Atrasado...
Gosto do vazio... Do frio...

Não me vejo mais dependente...
Quero seguir sempre em frente...
Danço conforme as músicas que me fazem bem...

Evito explicações...
Não quero prazos... Nem mesmo regras...
Cheio de tanta gente chata...
Quem disse que quero saber de algo...?
Amo meu desapego... e minha busca de uma nova partida...
E nem me preocupo com o que vai dar certo...
O que preciso mesmo é sempre tentar...

Gosto de mudança... de novos caminhos...
Mas sempre zelando o que tenho...
Aprendi a ser "velho" e reclamar quando não gosto...
O meu "foda-se" é tão consciente...
Sem revolta, sem rebeldia...
É minha forma de dizer "não" e que não me importo...

Me importo com meus pés...
Meu caminhar...
Meu ar cansado...
O que você pensa... eu não quero saber...
Eu não faço mais parte disso...

E vai ser sempre assim...
Sozinho, despreocupado, atrasado...



E por mais que passem os anos... eu continuo o mesmo garoto... que um dia você amou tanto... *-*

domingo, 22 de janeiro de 2012

(Sem titulo) e Apenas Um Hérói

(Sem titulo)

Me importa, pois o tempo passa.
E ainda tenho medo.
Que ele apague o que pensamos.
E a maturidade derrube nossos risos.
E o que sonhamos fique despercebido.
Onde tudo roda...
E o olhar de decepção do dia - a - dia.
Demonstra que não importa se esta tudo bem.
Que tanto faz.
E fico perdido nas estradas.
Pois nenhuma delas me leva até sua casa.

São dias que me despedaço.
E me perco em meus passos.
E volto rabiscando os muros.
Que me cercam e me levam.
Mais distante de você.

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Apenas Um Herói

Dei uma volta pelo mundo.
Segurei todos os defeitos.
Acordei sem saber o que tinha feito.
Fiquei sem jeito.
Até que tudo se formou.
Dentro de pequenas raízes, o mundo morria.
Aos poucos sabia que viveria.
Ajudei a mim mesmo.
Mas errei tudo denovo.
Eu, era o corajoso bondoso.
Tendo o exemplo para si próprio.
Eu poderia fazer diferente.
E acabaria imcompreendido novamente.

Não pensar, não adiantaria.
Se vivesse, não esqueceria.
Se chorasse, seria um idiota.
Se beber ajudaria!!

O herói teve sua recaida.
A pedra que você segurava era mais forte.
E na idiotice de um golpe de sorte.
Pude ser guardado em um quadro.
Apenas como um recorte.
Guardado sem vida e sem morte.


"Esses dois textos foram escritos a mais de 5 anos atrás... Acho que não mudei muito... e nem sei se isso é bom ou se é ruim..."

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Deve existir um lugar

É preciso ter desapego. Ser indisponível.
Ser firme, olhar por cima.
Ter paciência... Não revelar segredos.
Dizer o que quer... Fazer o que quer.
Afinal tudo traz conseqüência.
Tirar a poeira debaixo do tapete.
E deixar tudo ir com o vento e o tempo.
Cansar menos, viver mais.
Deixar o clichê de lado e apenas estar bem.
Abrir janelas e não olhar espelhos.
Ser mais simples e menos complicado.
Não ficar olhando para o telefone e não esperar nada.
Deixar o assunto morrer e acabar com o senso “de ser útil”.
Se livrar do “ar cansado” e perder a hora, pois nada vale grande dedicação.
Começar do zero quando não há mais saída... Dançar as músicas que faz bem.
Não ficar mais deslocado em lugares ruins... Ter o poder de caminhar com as próprias pernas.
Saber o limite e dizer “não” quando é necessário.
Sem metas... Prazos são idiotas...
E é isso... E é assim que vai ser...




"É muito difícil fazer sua cabeça e seu coração trabalharem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos."

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Talvez seja mais peso que eu possa suportar...

Cansei de rodar.
De partir, parar, sentar e esperar.
Cansado de tudo.
Cansado da espera... do olhar sem destino...
Não me encaixo em nenhum lugar...
O que eu quero na verdade parece ser besteira.
Quero ancorar minhas pernas em alguma areia
E ter o mar como quintal e uma cerveja como amigo.
Sem clichês... Sem tolices...
Apoiar a cabeça em algum lugar...
Ver o tempo passar... ver a vida passar...
O vazio é imenso...
Mas sei que fiz o certo...
Para mim e para você...
Sacrificios são pequenos quando temos uma vida inteira...
E eu já não me lembro de muita coisa...
O sistema de esquecer tudo tem funcionado tão bem...

Vou parar... não vou mais tentar...
Quem vai se importar se meu tempo passar?
A "lista" é gigante...
Tão grande que me chega a sufocar...
E tudo segue... segue de uma forma que não sei explicar...
As vezes penso que é bom não ter nada...
Assim não se perde nada...
E acho que não consigo superar outra perda...
O espelho me castiga todo dia...
Toda manhã... com meu ar cansado...
E eu só queria evitar...
As mesmas manias... os mesmo sonhos...
Os mesmos desejos...
E cada dia tudo vai se tornando tão tolo...
Me sinto velho... sem uma partida concreta...

"meu saco já não aguenta... daqui a quase 20 eu vou ter 40"
E só me pergunto se vou estar da mesma forma...
Parado no mesmo lugar...
Como já dizia o grande poeta...
"tenho medo de acordar e ainda estar aqui..."





"Tenho medo de dormir. Medo de não acordar. Tenho medo de acordar e ainda estar aqui.
Olhar em volta e não ter mais volta. A barba por fazer e um nome a mais pra anotar
em minha lista das pessoas que se cansaram de mim." *-*

sábado, 17 de dezembro de 2011

Isso me desgasta

Não queria soltar suas mãos
Te sentir cada munito
Fazer de vc minha cura deste vazio
Tentei fechar os olhos
E fingir esquecer
Andar de um lado para o outro
Não faz tanto sentido agora

Isso me desgasta
Me faz ter os passos apresados
Tentando correr da realiadade
Isso me desgasta

Lembro de como me fazia perder o ar
Sonhar e planejar
Mandar fazer aquele quadro nosso
E isso agora parece ser tão tolo
Isso me desgasta

Se eu pudusse ser quem vc deseja
se eu pudusse ser...
Aquele que segura suas mãos...
E te abraça... somente te abraça... O tempo todo

Isso me desgasta...
Isso me desgasta...

Um passo de cada vez

Não quero brincar de ser forte.
Quero desabar, levantar, rir e agir.
Conforme o meu gosto e meu humor.
Não importa mais se o tempo passa.
Se preocupar com as verdades do mundo é tolice.
Quero abraçar todas as coisas boas que me fazem rir.
Quero andar despreocupado junto com a minha evolução.
É bom abrir janelas e ver que estou distante de todo o caos.
Que continuo de pé.
E a dança dos meus dias é muito pessoal.
Minhas vitórias, meus valores, minhas existências, minhas inconseqüências.

E é tudo assim tão único e singular.
O desistir me agrada e me faz tomar uma nova partida.
Outra história, outro desafio.
Forças renovadas.
Sinto falta, muita falta...
E isso me faz aprender e compreender.
Que o fim era necessário.
O mundo é grande demais para acabarmos sentados reclamando de tudo que passou.

E é tudo tão simples.
Tão engraçado, tão vibrante.
Que não penso em mais outra coisa.
Que não penso mais em parar.
Que penso como estou bem.
Um dia acordei assim, sem saber para onde ir.
E você sabe como gosto do mundo lá fora.
Que gosto de perder o caminho de casa.
É isso que me move isso que me motiva.

sábado, 21 de agosto de 2010

Carnaval do esquecido

Como tudo parece voar
Não importa o que penso agora
Sei que é tarde
Dias e dias
Só quero ter tempo para poder respirar
Sem me preocupar com o amanhã
Cansei de andar de um lado para o outro
No meu limitado mundo
E de encorrar minhas pernas quando não acho saída
São apenas tolices
Aos olhos daqueles mesmos covardes
E eu apenas um velho combatente
Levantei meus braços ao céus
Fiz uma saudação revoltada
E questionei todo os meses que passaram neste ano
Toda a velocidade que isso se caminha para uma tragédia
O passado enorme que não cabe mais nas costas
Um bom vinho... um bom vinho
Para poder esquecer as batalhas perdidas
E de todos os sonhos quebrados
E molhados por lágrimas de algumas noites mau dormidas
Dane-se toda a sabedoria e teorias de bolso
Que todos vendem para poder ter seus lugares juntos aos "grades"
Não aguento...
Quero correr...
Jogar fora o miolo de chaves que esta no meu bolso
E toda as vontades reprimidas
Já são vinte anos...
Jogados ao vento...
Sem respeito e amor próprio
E o ano se caminha como carro sem freio
Por estradas desconhecidas onde a felicidade habita
De onde vem histórias bem contadas por "vencedores"
Te pediria para ficar um pouco mais
Não sei onde foi que começou
Mas tudo tem se tornado mais dificil
Eu sei que vai passar...
Pois é tarde
E juro que não vou incomodar
Minha voz ficará muda... para assim poder te agradar...

domingo, 25 de julho de 2010

Eu quero!!

Quero acordar cedo
Poder abrir as janelas
E deixar o sol entrar
Como se deixasse a felicidade bater

Quero poder apenas olhar o caos
A cidade apressada
E eu pensar que não tenho nada a ver com isso
E apenas admirar o amanhecer

Quero viajar entre as ruas
Que me fizeram tão bem
Poder rir de coisas bestas
Dos sonhos antigos e das tolices ditas

Quero não ter nome
Poder seguir sem rumo
Só com uma música no ouvido
E algum dinheiro para estar sempre bebado

Quero atravessar a noite
E aproveitar tudo
O que o dia corrido esconde
E toda vantagem quando não há ninguém olhando

Quero parar de brincar de dignidade
De coisas que ainda não entendo
Poder deixar todas as coisas
Que me fazem ficar para baixo

Quero não olhar espelhos
Não ouvir as regras baratas
Que todo mundo acha que sabe
E da teoria de como deve se viver a vida

Quero estar em dia comigo mesmo
Poder não me importar
Com quem fica ou com quem vai
Estar nem ai para pessoas falsas

Quero cantar aquela mesma música
Que eu conheço mais do que eu mesmo
E não quero mais silêncio
E quero ter o ar renovado

Quero tudo simples
Sem nada grandioso
Poder não se preocupar com o tempo
Porque essa merda ta passando e eu to no mesmo lugar... e isso já faz duas décadas...


"Ah, deixa isso pra lá... que esse mundo é todo errado.
Fica perto então... que tanta solidão já feriu demais.
Vem dançar a dança das estações."

domingo, 18 de julho de 2010

Perfeito

Estive tentando compreender a perfeição
E vi que isso não vale a pena
E que isso não me realiza
Estou tentando me manter de pé
É dificil quando ninguém acredita

Isso vem da minha alma
Não importa o que tenho a dizer
Se todas as palavras são pequenas pra te mostrar
E te fazer acreditar
Que estou tentando ficar bem sem você

Tudo está tão vázio
E o silêncio que você me proporciona
Soa como se tudo fosse uma história patética
Que tento conviver como se fosse a última

Tento caminha para longe
Distante dos seus passos
E tento acreditar em mim
Acreditar que posso ir contra de tudo que quero

Isso vem da minha alma
Não importa o que tenho a dizer
Se todas as palavras são pequenas pra te mostrar
E te fazer acreditar
Que estou tentando ficar bem sem você

Meus pensamentos me atormetam
E eu não sei quando tudo fico tão ruim
As vezes parece tudo tão louco
Mas é a única coisa que tenho

E sempre fico sem palavras
como queria estar
Não importa o que aconteça
O desespero sempre estará aki

Isso vem da minha alma
Não importa o que tenho a dizer
Se todas as palavras são pequenas pra te mostrar
E te fazer acreditar
Que estou tentando ficar bem sem você

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um eu aprimorado – Pat 2

É ruim ter dependências
E difícil não saber caminhar
É ridícula a forma que finjo
É linda toda sua falta

Nunca estarei próximo
Pois a distancia
Já se tornou eficaz
Quando tudo cair
Espero que eu continue de pé
Mesmo fingindo que tenho um forte coração

Que meu interesse
Não passe de folhas rabiscadas
Já espero que a história tenha fim
Sem filosofar no final
Apenas sentar e observar

Hoje quando meus pés descansarem
Minha mente se tornará
A única coisa que me leva distante
Longe demais do que meus pés
Possam alcançar
Longe demais para eu acreditar

Li tantas frases importantes
Criei conselhos perfeitos
Admirei a beleza em formas diferentes
E não tenho com quem falar
Triste escrever assim
Mas não tenho quem culpar
Apenas só a mim mesmo

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sua Falta

Estou ouvindo as mesmas músicas
Ouvindo o mesmo refrão de como viver a vida
Perdi a vontade de estar bem
Tenho me preocupado com besteiras
Pois tudo passa...
E não importa muito que vai acontecer
A solidão é boa para perceber o quanto você “vale”
É ótimo estar no silêncio
Não ter alguém discordando
Admiro toda sua falta
Não fui capaz de estar perto
Ainda tento tirar um proveito de tudo
Com isso tenho ficado mais vulnerável
Mas ainda posso ficar de pé
Pois a vida não acabou
E tenho que carregar todas as derrotas
E dançar conforme a música do mundo
Música essa que às vezes me faz sonhar
De procurar algum lugar
E me faz cair em si...
Cansei de palavras perfeitas
Cenas perfeitas
Finais tristes me atraem
Amo a sinceridade das pessoas
E suas covardias
Não tenho olhado para o lado
Quando ando na multidão
Estou correndo de possibilidades
Possibilidade de me achar um idiota com um tempo
Como desejo não estar aqui
De não estar na correria do mundo
E de toda razão e verdade que todo mundo acha que tem
O mundo não é para os fracos
Ele não para mim, pois sou fraco em não querer ser perfeito
E de querer coisas bestas
Queria um vinho barato
Daqueles que me deixa em paz
E com um sorriso estampado na cara
Pois assim acredito que um dia eu consiga
Aprender como não cair
E encarar toda essa sua falta...

NINGUÉM EM ESPECIAL

Certa vez eu não falei nada
E esta foi a decisão mais sabia
E mesmo q acabasse com essa patética vida
A derrota acompanha
Como seu não tivesse rumo
Me jogo as calçadas
Fazendo saudações para aqueles que nos acompanham sem dizer nada
E hj não me mudo.
Finjo ser surdo
E todas suas poesias já não fazem efeitos

Meus pés quebrados que não consegue
Acompanhar seu caminho
E meus braços já não bastam
Me debato e me viro
E deixo meu orgulho às moscas

Grito sozinho
Meus demônios que fazem a grande batalha
E ninguém vai me chamar de herói
Onde dias prossigo
Sem vontades... Sem esperar...
Alegro-me com seus agrados
E queria um corpo sem nome para poder abraçar

Meu silêncio é eficaz
E tento me convencer isso a cada dia
Que levanto com o ar cansado
E me entrego “ao tanto faz”
Pois nada espero de sua bondade
O buraco que me encontro
É só mais um engano
Um engano do acaso

E quero quartos sem espelhos
Televisões sem imagens
Pessoas mudas... Sem covardias
Minhas derrotas são minhas
E nunca te peço mais nada
Pois me entrego a estrada
De esperanças enterradas

E ao sem fim destes dias
Tudo se torna tão impossível
E deixo a onda me levar
Para poder descansar em rochas
E tudo isso não me traz mais nada...NADA



"È tão ruim depender de alguém para alguma coisa e ainda mais se essa coisa te faz bem... acho a melhor hora do dia é quando sozinho posso colocar as idéias em ordem pois assim sei o quanto tudo esta valendo... mais uma época dificil atravessada mas ninguém sabe disso... as vitórias ou derrotas são tão pessoais e todo mundo esta ocupado demais com coisas que nem eles mesmo sabem o que é... não tenho vontade de fazer quase nada... e minhas pretensões estão cada vez menores tendo em vista a defiência de estar bem comigo mesmo kkkkk... mas são fases apenas fases... e isso vai acabar... e tudo isso não vai me trazer nada...NADA..."

História

Apenas livros, apenas histórias
Em que todas o “Romeu” insiste em morrer
Apenas vitórias, apenas derrotas
E quase sempre é isso que importa
Já não consigo te encarar
E como se fosse um “Romeu”
Eu insisto em morrer

Este céu que me deixa doente
Então eu desisto de você, então eu desisto de tudo
Este céu que me deixa doente
Eu desisto de tudo, eu desisto de você
Sonhos de uma noite
Não fazem tanto sentido agora
E tudo que me faz cair
Eu agarro como se fosse meu único amigo
A história é minha

Quando a esperança não consegue alcançar a vida
Os sentidos não fazem parte
E todas as palavras são inúteis
E tendo levantar as mãos para o céu
Como se fosse a última saudação

Este céu que me deixa doente
Então eu desisto de você, então eu desisto de tudo
Este céu que me deixa doente
Eu desisto de tudo, eu desisto de você
Sonhos de uma noite
Não fazem tanto sentido agora
E tudo que me faz cair
Eu agarro como se fosse meu único amigo
A história é minha

Como se estivesse quebrado por dentro
Não espero seu conforto
A história é minha
A história é minha
A história sou eu
E como se fosse o último pedido
Eu tendo levantar as mãos para o céu
Como se fosse à última saudação

Este céu que me deixa doente
Então eu desisto de você, então eu desisto de tudo
Este céu que me deixa doente
Eu desisto de tudo, eu desisto de você
Sonhos de uma noite
Não fazem tanto sentido agora
E tudo que me faz cair
Eu agarro como se fosse meu único amigo
A história é minha

Funeral For a Friend

sábado, 26 de junho de 2010

Nunca quis precisar

Eu ainda eu estou aqui
Esperando a noite chegar
E não sei se posso te esperar
Quando não se tem cobrança
Temos mais tempo
E podemos chegar em casa depois
De encontrar o que realmente queremos

Não consigo brincar de ser forte
Pois a esperança nunca foi meu objetivo
E mesmo se soubesse todas as respostas que procuro
Mesmo assim a distância estaria entre nós
Não sei o quanto eu preciso
Só queria estar vivo, não somente em sua parede.
Como gosto de perder o caminho de casa
De conhecer o mundo lá fora
E ter o vento como único caminho
Não gosto de me preocupar, pois tudo acaba.

E esta noite...
Que nos atrai que nos faz dançar.
Podemos jogar fora tudo o que nos incomoda
Teria que te convencer
Pois errar nos traz benificios
E estamos tão longe da perfeição

Será que seremos felizes novamente
Que o tempo vai nos fazer melhor
Sempre estando no topo do que queremos
Hei, apenas escute.
Pois a música ainda não acabou
E a noite ainda esta começando

Como gosto de sentir
Que não falta muito tempo
Pois tudo acaba
E te darei o melhor de mim
Não gosto de me preocupar, pois tudo acaba.
Nós sabíamos que isto aconteceria eventualmente

E esta noite...
Que nos atrai que nos faz dançar.
Podemos jogar fora tudo o que nos incomoda
Teria que te convencer
Pois errar nos traz benificios
E estamos tão longe da perfeição.