Quem sabe eu não esteja aqui por muito tempo.
Minha vontade na verdade era de ter partido há duas décadas.
Não consegui acompanhar as histórias que não fazem parte de mim.
Na verdade não me importo muito, fiz disto o meu principal pensamento.
Perdi as contas de quantas vezes as pessoas disseram que sou ruim.
Que sou daquele tipo ruim de lidar.
Mas depois de tantas quedas, resolvi sempre deixar pra lá.
Nunca fiz questão de maioria, fiz questão de amizade.
Não suporto quando me cobram, pois esta mesma pessoa ri de meus braços abertos.
Sempre declarei aos quatros cantos sobre minha deficiência de esperança.
Não acredito mais em paz ou conforto. Sempre existirá uma falta.
Acabo esquecendo-se de textos, músicas e histórias que passei...
Tantas coisas que se fizeram importantes.
O tempo acompanha de uma forma tão rápida
E são tantas coisas que a memória acaba não sendo tão eficaz.
Sempre levei as coisas sérias de mais, outro grande defeito.
Porque sempre que vivi no descaso, pessoas saíram descontentes.
Não entendo a maioria das coisas e isso não me faz menor.
Não preciso desfilar sabedoria e opiniões se elas não valem a pena ser ouvidas.
A minha raiva é pessoal, não é endereçada a nenhum coração.
Tudo na verdade é bem pessoal, afinal me esqueço de pessoas, de épocas.
Meus passos são meus e de mais ninguém.
Tenho medo de acabar num esquecimento, de não ter feito nada.
Tinha tanta sede de viver que sempre acabei fazendo metade do que quis.
Sempre me privei pelo bem estar alheio e sempre acabei me arrependendo.
Porque sempre ouvi sobre ajuda, mas na prática só confusões e descaso.
Tenho medo, muito medo, tenho pouco sono.
Tenho medo de acordar e ainda esta aqui.
Em meio à cidade apressada, gosto de fumaça e distância.
Acabo aqui, com olhar triste, vontade de desistir e com braços abertos.
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