sábado, 21 de agosto de 2010

Carnaval do esquecido

Como tudo parece voar
Não importa o que penso agora
Sei que é tarde
Dias e dias
Só quero ter tempo para poder respirar
Sem me preocupar com o amanhã
Cansei de andar de um lado para o outro
No meu limitado mundo
E de encorrar minhas pernas quando não acho saída
São apenas tolices
Aos olhos daqueles mesmos covardes
E eu apenas um velho combatente
Levantei meus braços ao céus
Fiz uma saudação revoltada
E questionei todo os meses que passaram neste ano
Toda a velocidade que isso se caminha para uma tragédia
O passado enorme que não cabe mais nas costas
Um bom vinho... um bom vinho
Para poder esquecer as batalhas perdidas
E de todos os sonhos quebrados
E molhados por lágrimas de algumas noites mau dormidas
Dane-se toda a sabedoria e teorias de bolso
Que todos vendem para poder ter seus lugares juntos aos "grades"
Não aguento...
Quero correr...
Jogar fora o miolo de chaves que esta no meu bolso
E toda as vontades reprimidas
Já são vinte anos...
Jogados ao vento...
Sem respeito e amor próprio
E o ano se caminha como carro sem freio
Por estradas desconhecidas onde a felicidade habita
De onde vem histórias bem contadas por "vencedores"
Te pediria para ficar um pouco mais
Não sei onde foi que começou
Mas tudo tem se tornado mais dificil
Eu sei que vai passar...
Pois é tarde
E juro que não vou incomodar
Minha voz ficará muda... para assim poder te agradar...

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