Entre quedas e lições.
Eis aquele que levanta em mais um dia.
Abro a porta e respiro a poeira. Admiro a cidade totalmente cinza.
Lembro-me de tudo que perdi, de tudo aquilo que deixar escapar.
Passo o dia em meio de opiniões e ética.
Toda a besteira que enche a boca alheia.
Sinto-me mau por guardar tanto rancor.
Por acabar com o olhar triste quando lembro que não sou capaz.
Aprendi a não buscar, não aceitar.
Aceito defeitos, palavras duras.
Não aguento mais adeus ou solidão.
Todo dia acabo no mesmo exercício. No mesmo tabuleiro.
Ah, meu ar cansado. Que deprimi.
Sem forças nos braços, andar sem caminho.
Sinto falta, muita falta.
Meu discurso se tornou falho, não quero expor o que penso.
Não quero ser motivo para sua raiva, para o seu “foda-se”.
Não penso em esperança, sou covarde para mudança.
Contento-me com o pouco, com o pouco que me diz.
Não importa o sonho, não importa a vontade.
Meu medo sempre foi acabar sozinho.
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